segunda-feira, 27 de outubro de 2008

AS ÁGUAS DO CÁVADO


As águas da serra nascidas
Que o rio escoa para o mar
São côncavas mágoas doídas
E muitas lágrimas perdidas
Que as mães não podem abraçar

As águas que o Larouco tem
No seu sempiterno devir
São a dor calada de quem
Vai suspirando noutro além
Revendo os seus olhos partir

As águas que as fráguas nos dão
E o Cávado leva para a foz
São voz cava de solidão
Cicio mudo dos que vão
Ficando mais velhos e sós

Flávio Monte

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