quarta-feira, 22 de outubro de 2008

GENTE SERRANA


Ó gente da minha terra
Que lutas de sol a sol
Com os ventos frios da serra
Que lentamente te enterra
Envolta no teu lençol

Ó gente da minha terra
Que vives cavando o pão
E travas diária guerra
Com as agruras da serra
Que te empurra para o caixão

Ó gente das serranias
Do meu Barroso esquecido
Que preenches os teus dias
Lavrando rugas e estrias
Nesse teu rosto sofrido

Ó minha terra serrana
Do Larouco chaguento
Minha proba gente humana
Serei a voz e ventana
Do teu mudo sofrimento

Flávio Monte

5 comentários:

Moriae disse...

Muito bonito, Flávio!

mariam disse...

F.Monte!
posso? ...entrar?
não me havia apercebido, deste ressuscitar!
Boa sorte para este novo projecto!

reler o poema, o seu poema, foi bom!

boa semana
um sorriso :)

mariam

voltarei...

Flávio Monte disse...

Que saudades, Mariam!!!
Senti que devia "levantar ferros", mas não me desviei do rumo! Felizmente, encontrei uma pessoa extraordinária, que me tem tratado como um príncipe!

Abraço amigo!

Safira disse...

Olá Flávio!

Lindíssimo este belo poema. Parabéns!
Lindíssimo também é este rosto sereno desta linda anciã. Permita-me que o roube pois apetece-me passar este rosto para uma tela.

Obrigada,

Safira

Safira disse...

Já comecei a delinear os primeiros traços deste lindíssimo rosto... Gostava de lhe mostrar depois de pronto, mas não tenho o seu e-mail.

Abraço,

Safira

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