quinta-feira, 16 de outubro de 2008

A génese da marcha dos espíritos livres



O movimento começou nos blogs. A génese está nos blogs. Nos blogs e nas caixas de correio electrónico dos professores. É impossível saber quem lançou o primeiro grito. Mas foi ouvido e repetido vezes sem conta por esse país fora, no silêncio dos blogs e dos emails. E ganhou forma. Um dia, o blog Educaçao do meu Umbigo encheu-se de comentários: foram mais de 400 num dia e quase todos exigiam: manifestação nacional, em Lisboa, no dia 15/11. Quem escolheu o dia? Impossível saber. A exigência subiu de tom e estendeu-se a milhares de professores. Alguém com personalidade jurídica tinha de protagonizar o movimento. A APEDE tinha uma reunião marcada para as Caldas da Rainha quando a exigência de nova manifestação nacional se ouvia em todas as sala de professores e ecoava em todos os blogs. E foi aí, nas Caldas da Rainha, que a data escolhida foi oficializada. Os sindicatos foram convidados a alinharem com o dia 15/11. Não só não alinharam como, à pressa, convocaram uma manifestação divisionista e desmobilizadora para uma semana antes. Os dados estão lançados. A divisão dos professores está consumada. Enquanto os sindicatos perdem sócios todos os dias, cresce na blogosfera a exigência de novas formas e outras estruturas associativas. O que virá a seguir? Ninguém sabe. Tudo vai depender do êxito ou do fracasso da manifestação nacional de 15/11. Mas a marcha dos espíritos livres está a fazer o seu caminho.

1 comentário:

Margarida A. disse...

Nem mais!
Solidariedade :-)
M.

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