sábado, 18 de outubro de 2008

Não serei eu quem erguerá novos ídolos

"Tornar melhor a Humanidade", eis a última coisa que me ocorreria prometer. Não serei eu quem erguerá novos ídolos; os ídolos de outrora já podem advertir-nos sobre o que é e o que significa ter pés de barro! Abater ídolos (eis como eu chamo os ideais) é o meu principal ofício. Retirou-se à realidade valor, retirou-se-lhe sentido, veracidade, na medida em que se inventou um falso mundo ideal...Mundo verdadeiro e mundo aparente, tal contraposição significa: mundo fictício e realidade...A mentira do ideal foi até agora a maldição sobre a realidade; por ela, a própria humanidade foi falsificada e viciada até aos mais profundos instintos, até adorar valores opostos àqueles com que lhes estava garantido próspero porvir, o excelso direito do porvir". (Nietzsche *)
Nietzsche, sempre Nietzsche, o filósofo que anuncia a decadência e que denuncia os falsos ídolos e valores. Ontem, tal como hoje. Saiba este blog inspirar-se nas sábias e sempre actuais palavras do velho mestre alemão e terá valido a pena criá-lo e dedicar-lhe algumas horas das nossas vidas. Porque o mundo e a vida só têm sentido quando são uma apaixonante marcha de espíritos livres.

Referência: (
*) Nietzsche, Ecce-Homo, Guimarães Editores, p. 20

2 comentários:

Margarida disse...

Liiiindo Ramiro! Refiro-me ao parágrafo final com o qual concordo inteiramente ... E muito bem lembrado esse texto do grande Nietzsche :-)

Abraço!

ramiro disse...

Obrigado.

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