domingo, 19 de outubro de 2008

PARA LÁ DO MARÃO


Para lá do Marão
Padecem os que lá estão
Sem segurança
Sem vizinhança
Sem a sua geração

Para lá do Marão
Fenecem os que lá estão
Sem refrigério
Sem magistério
Sem soldo de patrão

Para lá do Marão
Perecem os que lá estão
Sem fato
Sem sapato
Sem naco de pão

Para lá do Marão
Votam os que lá estão
No incerto
No deserto
Na ranhura do caixão

Muito para lá do Marão
Recrescem os que lá vão
Para a lonjura
À procura
De ilusão
Flávio Monte

7 comentários:

Margarida disse...

Bem-vindo, Flávio Monte.
:)

Flávio Monte disse...

Obrigado, Margarida! É um prazer estar convosco!

Safira disse...

Olá!

Há muito que o não lia caro Flávio Monte. Foi com surpresa e agrado que casualmente encontrei este seu blog.

Lindo poema. Parabéns!

Safira

Flávio Monte disse...

Obrigado, Safira!

ramiro disse...

Obrigado, Flávio Monte!
Já estou um bocadinho menos mal da gripe.

Anastácio Soberbo disse...

Olá, gosto do Blogue.
É bonito e bem feito.
Parabéns!
Saudações de,
Soberbo

"Majestoso Marão, eu te saúdo!

Aqui na imensidade da tua fronte,
Nestes agrestes píncaros altivo,
Isento das misérias dolorosas
Que lá no mundo em baixo me rodeiam;
Aqui, longe da turba e seus rumores,
Eu quero descansar, do céu mais próximo."

Adoro o Marão e todos os que lá estão!

Flávio Monte disse...

O respeito é o melhor agasalho para a gente digna!

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