sexta-feira, 14 de novembro de 2008

O PEDINTE

À porta da igreja
Estava um velho pedinte
Mão engelhada
Rosto chupado
Corpo curvado
Tremente de frio

À porta da igreja
Estava um velho acinte
Irmão enjoado
Rosto emproado
Corpo dourado
Fremente de brio

À porta da igreja
Cristo estendia a mão
À vaidade mundana
Rosto chagado
Corpo rasgado
Avezo vagabundo

À porta da igreja
Alegorização
Da vanidade humana
Rosto simulado
Corpo pesado
Desprezo profundo

À porta da igreja
A eterna peleja
Deste mundo voraz
Morre Cristo
Come Barrabás

Flávio Monte

2 comentários:

Margarida disse...

Flávio, o poema é excelente. Nada percebo da 'técnica' no poema mas de expressão e naquilo que me sensibiliza ... Parabéns!

abraço,
M.

DEUSA PAGÃ disse...

ótimo!
parabéns.

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