segunda-feira, 3 de novembro de 2008

TERRA FRIA


Quero ir ao meu Barroso
Beber o ar da montanha
Sentir o chão alteroso
O hálito limpo e airoso
De um aroma que se entranha

Quero ir à minha terra
Ser o dia que amanhece
Ver o céu que desenterra
Dos cavos brônquios da serra
Um ar frio que apetece

Quero ir onde nasci
Voltar à lareira quente
Da infância que vivi
Da essência que fruí
No calor da minha gente

Flávio Monte

1 comentário:

mundo azul disse...

Adorei o seu cadenciado poema!
Não se le muitos assim, por aqui...
Parabéns!

Beijos de luz e o meu carinho...

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