segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

...

Este blogue nasceu de uma esperança. Pela parte que me diz respeito foi mais uma esperança rasgada. Sim, sabia as probabilidades.

Adorei ter lido, conhecido o Flávio Monte. Já conhecia o Ramiro Marques pelo seu blogue principal. O SKORPIOS tem-me dado vida.

Sendo a vida muito especial aceito com naturalidade o fim de algumas coisas ou circunstâncias. Neste caso, continuamos em percurso. Da minha parte com carinho e respeito.

Talvez este blogue deva ser fechado ao público e manter-se para os seus 'autores'. Liberdade, sempre.




Professor morre sem assistência médica, numa escola situada ao lado de um Hospital, e por incapacidade de resposta do INEM!!!


Margarida disse...

Não compreendo este mundo. Cada vez é mais fácil isolar-me. Sempre em revolta, por não conseguir mudar nada, tal como me estão sempre a dizer.

Somos 3, 4 ou 10 ou até algumas centenas de pessoas aquelas que realmente são solidárias com acontecimentos dramáticos como este. Se estivesse errada, não se teria visto já?

Dói-me a alma, o coração, apertado, em caminho descendente.

Não consigo enviar palavras de conforto para a família e amigos porque não as tenho. Apenas, sinto.

Desejo força para todos os amigos, familiares do Professor João. E - não sendo católica - espero que o nosso colega esteja em paz.

Desculpem-me pelo 'eu', 'eu' 'eu'. Em causa está a morte de um colega, o desaparecimento de uma pessoa querida e amada.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

CENHO LAVRADO


O rosto da minha gente
Povo da Terra Serrana
Tem um relevo imanente
Uma feição transparente
E uma tez que não engana

A gente do meu barroso
Traz no rosto endurecido
O Inverno revoltoso
O chão duro e custoso
E o sono mal dormido

Aquele cenho lavrado
Feito de sulcos e estrias
É aradura do fado
De um povo devotado
Ao agror das serranias

É um cenho amargurado
Crestado e entristecido
Mas digno e bem lavado
Genuíno e levantado
De um respeito desmedido

Flávio Monte

BERÇO BARROSÃO


Voa, coração saudoso,
Vai a Montalegre ver
O manto branco sedoso
Que cobre o leito viçoso
Do berço do teu nascer

Voa nas asas do vento
Vai, choroso coração,
Responde ao teu chamamento
E vai buscar alimento
Ao teu país barrosão

Leva o meu olhar tão triste
Leva o meu amor também
Ao ninho de onde partiste
Paraíso onde persiste
O peito da minha mãe

Flávio Monte

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