quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

CENHO LAVRADO


O rosto da minha gente
Povo da Terra Serrana
Tem um relevo imanente
Uma feição transparente
E uma tez que não engana

A gente do meu barroso
Traz no rosto endurecido
O Inverno revoltoso
O chão duro e custoso
E o sono mal dormido

Aquele cenho lavrado
Feito de sulcos e estrias
É aradura do fado
De um povo devotado
Ao agror das serranias

É um cenho amargurado
Crestado e entristecido
Mas digno e bem lavado
Genuíno e levantado
De um respeito desmedido

Flávio Monte

3 comentários:

Margarida disse...

Belo ...

Margarida disse...

Fávio, que tal a música não ser automática?

:-)

mariam disse...

Flávio,

belo retrato e não menos belas palavras, sofridas e amadas...
as genuínas gentes do seu Barroso.
(re)li e gosto muito.

boa semana
um sorriso :)
mariam

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